A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 22/11/2022

Atualmente um dos temas que vem adiquirindo extrema força e importância tem sido o fato de se inserir ou não a linguagem neutra no vocabulário do brasileiro, ela consiste na troca de palavras como “todos” ou “todas” por “todes”, “todxs” ou “tod@s”, por exemplo. Sendo uma iniciativa por parte da comunidade LGBTQIA+, que já representa um grande tabu na sociedade por si só e se agrava ainda mais quando se trata da representatividade de pessoas não-binárias ou intersexo, pelo uso da linguagem neutra.

Um fato importante sobre esse uso é que em sua maioria só está presente nas redes sociais e entre jovens, provando ser uma prática apenas em situações informais. Esse hábito apesar de ser ligado a luta por uma causa não apresenta resultados que sejam realmente efetivos, já que a troca de letras em uma palavra não retira o preconceito a tantos anos enraizado na sociedade e não é capaz de modificar crenças ou valores.

Além desses pontos é necessário frisar que no vocabulário brasileiro já existe um modo de se referir a pessoas de diferentes gêneros de uma só vez, que se trata de pronomes no masculino. A utilização de palavras como “todxs”, por exemplo, também pode se tornar um impecílio para pessoas que apresentem alguma deficiência visual, sendo que aquelas que utilizarem recursos para leitura podem não ser capazes de compreender textos que com esse tipo de conteúdo, já que softwares não fazem leitura de palavras escritas dessa forma. Assim um modo de incluir um grupo de pessoas também seria motivo de certa exclusão de outro.

Dessa forma é possível concluir que o uso de pronomes neutros não deve ser implementado na língua portuguesa, se trata de uma linguagem que de certo modo traz o sentimento de conforto para as pessoas que estão dentro dessa causa mas que também tira a importância e o foco principal de tudo isso, o preconceito. É necessário políticas públicas e a inserção de assuntos desse cunho nas escolas, que busquem mostrar como as causas realmente devem ser lutadas, começando pela desconstrução de esteriótipos e preconceitos, além de ser importante o respeito ao próximo acima de tudo, buscando conscientizar mas também respeitar a individualidade da cada um.