A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 11/02/2023
O debate sobre a utilização da linguagem não-binária é basilar no Brasil, uma vez que o país é marcado pelo preconceito contra o grupo LBTQIA+. Todavia, a implementação do ‘‘x’’, @ ou ‘’e’’ nas palavras, com intuito de eliminar o sexismo e aumentar a inclusão dos grupos minoritários, não são capazes de mudar os pensamentos antiquados de alguns brasileiros que ainda perduram. Assim sendo, em vez de discutir alterações na escrita e fala das palavras, deve-se exigir mudança de pensamento. Só assim, de fato, o Brasil será uma nação mais inclusiva, igualitária e respeitadora dos direitos das minorias.
A priori, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Escolar no Brasil de 2016, 73% dos estudantes LGBTs já foram agredidos verbalmente e 36% já sofreram violência física. À luz dessa lógica, a inação estatal fica evidente, fato que mantém essa conjuntura injusta. Por isso, é relavante buscar a inclusão e eliminar qualquer tipo de discriminação. Entretanto, a linguagem não deve ser alterada, pois nem todos os cidadãos concordam com tal mudança. Ademais, a Academia Braslieira de Letras já reconhece o gênero masculino como neutro. Logo, não há necessidade de inventar mais um gênero neutro.
Outrossim, a mudança na linguagem não será eficiente, se não houver mudança no pensamento. Sob esse viés, o governo deve buscar conscientizar a sociedade sobre a importância de respeitar o próximo. Também vale salientar que a utilização dos pronomes neutros já se mostrou inviável no Brasil, pois o estado de Rondônia proibiu a utilização deles em sala de aula, além disso a Real Academia Espanhola criticou o uso da linguagem neutra na Argentina e a França proibiu a sua utilização. Dessa maneira, conclui-se que a utilização da linguagem supracitada não é viável.
Em síntese, já existem termos neutros e a única alteração necessária é a do pensamento. Destarte, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania deve promover campanhas criativas e comovedoras contra o preconceito associado ao grupo LGBTQIA+ em todos os meios midiáticos possíveis: TV, rádio, Instagram etc. Para tanto, seria aumentado o valor da verba enviada para esse ministério. Só assim, a minoria seria incluída sem necessitar alterar algo já consolidado: o idioma.