A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 18/02/2023
A inserção da linguagem neutra vem sendo discutida em nossa sociedade com o propósito de ser mais inclusiva, os maiores defensores dessas mudanças são ativistas do movimento feminista e LGBTQIA+, que veem na nossa língua uma ferramenta a mais para perpetuar desigualdades. Diante disso, colocar em pauta, discussões referentes ao esclarecimento dessa adversidade e, desse modo, aumentar a igualdade geral de gênero.
Primeiramente, é importante destacar que segundo o professor, doutor em filologia, Marcos Bagno “A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma-padrão”. Nesse sentido, visualizar a língua para adequação é o correto, haja vista que há inúmeras maneiras de expressão.
Entende-se que haja o uso da linguagem neutra, mas não como substituta da linguagem tradicional e sim uma das inúmeras variações linguísticas, que temos em nossa sociedade, como forma de respeito e inclusão aos indivíduos que não se identificam apenas com o gênero masculino ou feminino.
Portanto, é extremamente necessário que o Ministério da Educação se empenhe, de modo efetivo, em discutir efetivamente sobre as variações linguísticas e realizem debates a respeito de identidade de gênero nas escolas, desde o ensino fundamental. Além disso, deverá ser realizado palestras e rodas de argumentação nas escolas e em locais públicos sobre a importância da tolerância e respeito à diversidade de gênero, nesse viés cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Garantindo assim a inclusão desses indivíduos na sociedade.