A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 20/02/2023

A linguagem neutra é aquela que evita a binaridade entre gêneros feminino e masculino. Na língua inglesa, porém, as palavras, em sua maioria, não sofrem alterações entre feminino e masculino. Ocorre que, no Brasil, onde o português é o idioma usado pelos indivíduos, há uma variação lexical, a qual depende, também, do gênero, o que evidencia, ao introduzir a linguagem neutra, a agressão à formalidade e, com isso, o número de analfabetos é ampliado.

Em vista disso, a norma padrão da língua portuguesa não contempla a neutralidade vocabular do ponto de vista populacional, porque o latim, quando vem da língua falada pelos brasileiros, tinha um gênero neutro caracterizado pelo gênero masculino, ou seja, essa função é exercida no português, mas não separadamente, como no inglês, ou seja as pessoas querem criar pronomes e mudar palavras porque têm um pensamento incoerente baseado na falta de neutralidade.

Com a introdução de uma língua neutra, a alfabetização dos brasileiros fica, portanto, mais difícil. Sendo assim, com a criação de novos pronomes, essa dificuldade apresentada no Brasil aumenta, pois o conteúdo a ser aprendido cresce. Dessa forma, haverá mais analfabetos, devido à extensão das propriedades da língua que a tornam mais incompreendida.

Portanto, a linguagem neutra é um erro gramatical e dificulta a leitura e a escrita completas do brasileiro. Cabe então às escolas ensinar, por meio de aulas interativas, que no português há uma neutralidade igual ao gênero masculino das palavras, para evitar a criação de pronomes e a alteração da gramática normativa. Com isso, ocorrerá a redução da taxa de analfabetismo, que é agravada pela complexidade da língua portuguesa quando se introduz uma língua neutra.