A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 01/03/2023
Hordialmente, vem sido muito debatido a utilização da linguagem neutra no Brasil, visando abranger a todos os gêneros, substituindo os artigos femininos e masculinos pelos sufixos “e”,"@",“x” assim tais palavras como “todos e todas” se tornariam uma única palavra “todes” que já incluiria todas as pessoas, independente de seu gênero.
Apesar de muitas pessoas entenderem que esse tipo de linguagem é criada em respeito as pessoas não-binárias, outras não concordam com a utilização do pronome, afirmando serem apenas uma “frescura” da geração Z. Para o professor de língua portuguesa na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz (Fio cruz) e doutor em linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jonathan Moura, a neutralidade de gênero na língua é abrangente e vai além de questões relacionadas a pronomes. Já que visa uma mudança no comportamento da sociedade, que seria algo muito mais complexo, visto que é quase impossível de conseguir reeducar uma sociedade inteira, já que ainda há muitas divergências acerca desse tema.
Contudo, a utilização do pronome neutro deveria ser utilizado oralmente em forma de se comunicar respeitosamente com pessoas não-binárias, mas não possui a necessidade de ser implementada na gramática. O criador de conteúdo LGBTQIA+ e graduado em letras, Jonas Maria, de São Paulo, por exemplo, afirma que “Não é uma simples mudança gramatical, mas uma mudança de perspectiva”, também diz que a linguagem neutra é sobre tornar visível uma parcela da sociedade sempre posta à margem, como as pessoas trans.
Em suma, os argumentos contrários a essa linguagem têm como base o fato do gênero masculino ser considerado neutro pelos órgãos que regulam os idiomas, como a Academia Brasileira de Letras. De outra forma, como o gênero masculino representa todos os gêneros, em teoria, nenhuma alteração seria necessária. Apenas a visibilidade e conscientização da população acerca dessas nomenclaturas destinadas às pessoas LGBTQIA+, através de reportagens, sites e publicações nas mídias sociais.