A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 01/03/2023

O tema “pronome neutro” tem crescido cada vez mais no Brasil e no mundo trazendo grandes divergências de opniões. Quem é contrario a esse movimento tende muitas vezes a tratar a ideia como piada e ridicularizar os defensores, enquanto o outro lado luta pela mudanca por não se sentir respeitado nem representado pela linguagem atual.

Se analisarmos a língua portuguesa, veremos que o pronome masculino também é usado com neutralidade para se referir a todos os gêneros, isso serve de argumento para muitos discordantes que alegam não ser necessário a adição de um pronome neutro pois ja temos oque faça esta função, porém para os defensores não se trata apenas de capricho para se sentirem mais confortáveis, mas também uma forma de inclusão e de dar visibilidade a essa parcela da população que se vê excluída e marginalizada pelas normas atuais, portanto a utilização de um pronome ja associado ao masculino não completa o papel de ser a palavra ideal para se referir a pessoas que essencialmente não se indentificam com gênero algum.

A banalização desta causa tambem é muito comum entre conservadores, que

usam como base o preceito de que a língua não deve de maneira alguma ser alterada, argumento que o professor da UERJ ricardo lima rebate afirmando que a lingua é “um produto social” e que “está em constante transformação”. Se a língua base do portugues, que é o latim, possuia tal pronome, a não existência do mesmo na língua portuguesa pode ser interpretada como erro ou ate mesmo como uma maneira de sustentar o sistema patriarcal, já que o uso do masculino como neutro acaba colocando o homem em destaque na maioria das situações.

Sabendo que a língua é um produto social, o simples fato de inserirmos este novo pronome em nossos costumes já é grande passo para a normalização do mesmo, que pouco a pouco deve ser aceito pela sociedade em conjunto como forma de respeito, além disso a inclusão do pronome neutro na grade de estudos escolares faria com que a normalizacao fosse quase que natural, visto que os pronomes seriam apresentados como “ele, ela e elu” por exemplo, fazendo com que a próxima geração o adotasse por completo.