A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 03/03/2023
Atualmente, vivemos em uma sociedade que ainda está começando a se adaptar a diversidade no geral, seja de “raça”, gênero, sexualidade, religião e muito mais. Mesmo sendo algo em progresso, continuamos com uma absurda quantidade de preconceitos quanto a cada um desses temas, uma grande parcela da sociedade ainda acredita que essas inclusões são desnecessárias e simplesmente uma questão de opinião.
Devemos entender que nossos direitos terminam assim que os de alguma minoria começam, enquanto vermos os direitos de alguém como um problema a nossa sociedade não parará de ser violenta. O Brasil é a aproximadamente treze anos o país que mais mata pessoas da comunidade LGBTQIA+ no mundo mesmo sendo um país onde a homossexualidade não é criminalizada mas a homofobia sim.
A neutralidade de gênero na linguagem também é uma enorme discussão, por uma grande quantidade de pessoas “cis-gênero” se sentirem forçadas a usarem a linguagem neutra e dizerem que não podemos mudar as normas da lingua portuguesa. Nosso idoma é uma lingua viva, que muda constantemente, não usamos muitas palavras que usávamos alguns anos atrás e em alguns anos não usaremos muitas que usamos hoje em dia. A mudança é inevitável, principalmente quando temos um motivo para fazê-la. Entender e acolher pessoas que não se identificam com diferentes gêneros ou sexualidades não deveria ser um problema mas infelizmente é visto como um.
Por isso deveríamos começar ações de conscientização quanto ao uso de uma linguagem que inclui todos ao nosso vocabulário que é completamente binárista e centrado em pronomes masculinos. Conversas com quem gostaria de aprender também são um ótimo progresso. Quando as pessoas estão dispostas a ajudar a mudança se torna inevitável.