A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 30/10/2024
Os Inuítes -membros da nação indígena esquimó que residem nas regiões do Canadá, Alasca e Groenlândia- utilizam de um ditado que diz, “A língua é o único instrumento que se afia com o uso”. Dessa forma, um modo de transmitir algum tipo de discriminação pode ser por meio da linguagem. Además, a utilização de ter-
mos de inclusões de gêneros tem ganhado cada vez mais importância, à medida que a sociedade avança em direção a maior equidade. Portanto, medidas necessá-
rias devem ser tomadas para combater as discriminações e exclusões de gêneros.
Por Conseguinte, neste ano de 2024, as diretrizes para uma linguagem inclusiva ganharam espaço em diversos setores, com o governo brasileiro e outros órgãos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), incentivando o uso de expressões que promovem a igualdade. Além disso, o vocabulário pode e deve ser adaptado para garantir que todos sejam reconhecidos e respeitados, indepen-
dentemente do gênero. Logo, um exemplo disso é a crescente adoção dos prono-
mes neutros em documentos oficiais, com o uso do “elu”, em vez de “ele” ou “ela”, para incluir os não-binários.
Sob esse viés, o sociólogo Zygmunt Bauman em sua teoria sobre a “Modernidade Líquida”, demonstra que a sociedade está em constante mudança, e que nada se conserva por muito tempo. Además, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou uma pesquisa, em 2020, relatando que a cada uma hora pessoas presentes na comuni-
dade LGBTQIA+ sofrem de agressões no Brasil. Logo, é evidente que no território brasileiro ocorra a rejeição da linguagem neutra, sendo uma pauta defendida pelo grupo, visto que ainda seja predominante na sociedade violências e preconceitos.
Portanto, infere-se que os desafios da exclusão de gênero e a discriminação da comunidade LGBTQIA+, devem ser solucionados para impedir preconceitos relacio-
nados a linguagem neutra. Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação -na sua função de fomentador do ensino brasileiro- promova uma educação basea-
da em respeito e acolhimento, através de campanhas e palestras abrangendo o uso do dialeto neutro. Assim, essa ação contribuirá com a disseminação de conhe-
cimento sobre a modificação da língua, contribuindo para a diminuição gradativa das rejeições de pessoas não-binárias.