A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 09/07/2026
A literatura tem o potencial de mudar vidas. No filme " O conde de Montecristo" o personagem principal é preso e recebe educação de um sábio detento que detém um tesouro impossível de ser furtado. Como é sabido, esse tesouro seguro é o co-nhecimento, o qual, é obtido em grande parte nas penitenciárias brasileiras através do acesso à literatura. Assim, o contato com as fontes bibliográficas é ferramenta imprescindível para quem se submete ao regime prisional sendo capaz de expandir sua visão de mundo e contribuir para o processo de formação cidadã.
Em primeiro plano, o contato com novas perspectivas possibilita que a pessoa pre-
sa espelhe sua vida por meio do que é lido. Desse modo, ocorre a compreensão do mundo que o cerca ora por visões semelhantes, ora por divergentes presentes em determinado repertório textual. Nesse ínterim, o escritor e pensador brasileiro, Paulo Freite escreve que “a educação por si só não capaz de transformar o mundo, ela muda pessoas e pessoas trasnformam o mundo”. Portanto, as obras literárias são instrumentos da educação e por consequência, formam cidadãos mais aptos para viver em sociedade quiçá, torna-la melhor.
Subsequentemente, o “poder” transformador da leitura auxilia na preparação para o mundo fora da prisão, Dessarte, segundo o escritor Monteiro Lobato “quem não lê mal fala, mal ouve e mal vê”, destacando com perspicácia a imperatividade de ler para a formação de seres humanos condicionados a viver no corpo social. Nesse viés, tanto materiais didáticos, biográficos e entre outros induzem o presidiário ao aprimoramento pessoal tornando-o uma pessoa mais humanizada.
Por fim, entende-se que a inserção do acesso à literatura nas prisões deve ser um direito essencial e que precisa ser incentivado. Para tanto, o Estado, principal me-diador educacional da nãção, por meio do Ministério da Educação deve fomentar a oferta de livros nas bibliotecas físicas prisionais, assim como, por bibliotecas virtuais como o MEC livros, que é uma biblioteca gratuita disponível pelo governo.
Ademais, o Estado deve também apliar iniciativas que incentivam a troca de dias preso pela leitura de livros junto com o processo de avaliação como, o resumo do que foi lido. Com isso, a perspectiva de mudança proposta por Paulo Freire poderá ser efetivada nas unidades prisionais brasileiras.