A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 24/10/2022
A cientista polonesa Marie Curie, defende que ‘‘Não podemos esperar construir um mundo melhor sem melhorar os indivíduos’’. Diante dessa perspectiva, é evidente a literatura como meio de ressocialização de detentos, mas que infelizmente não é aplicado de forma eficiente na atualidade. Sob esse viés, torna-se imperioso debater as causas desse revés: negligência governamental.
A princípio, é notável o descaso do Estado, visto que, menos de 15% dos detentos tem acesso a atividades educativas, segundo dados feitos pelo lavantamento nacional de Informação Penitencária (Infopen). Acerca disso, o filosófo ingles Thomas Hobbes, em seu livro ‘‘Leviatã’’, defende a responsabilidade do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. Contudo, as autoridades vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação a ressocialização dos detentos. O que infelizmente não tem acontecido na pratica.
Por conseguinte, é necessário destacar a importância da literatura para o ressocialização dos detentos. Sob essa ótica, os iluministas Diderot e D’alambert, autores da Enciclopédia, acreditavam que a educação era o único meio de libertar a sociedade da alienação. Posto isso, a inserção da literatura tem o poder de transformar a vida de um detento que cometeu um erro no passado.
Portanto, é mister que sejam realizadas medidas capazes de atenuar o problema. O Governo Federal, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), devem realizar encontros com os detentos, encontros esses que devem ser realizados de maneira periódica, com intervalos de tempos suficiente para a leitura completa do livro, afim de debater sobre os livros que os mesmos leram causando reflexões sobre a vida e insipirando os detentos. Espera-se que assim esses indivíduos sejam libertos por meio da literatura.