A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 26/10/2022
No seriado televisivo da Netflix, Anne com E, é retratado um cenário em que os brancos da região buscavam catequizar os nativos, chamados de selvagens, do Canadá em um colégio cristão. A personagem Ka’kwet, uma nativa canadense, é levada e aprisionada no colégio cristão a fim de ser catequizada e, assim, ser possível sua ressocialização na sociedade. Nesse prisma, é possível observar que no século XIX - período em que o seriado é retratado - a educação não era e, hodiernamente, ainda não é, reverberada do mesmo modo para todas as camadas da sociedade.
Ademais, é imprescindível que a educação seja alcançada por todas as camadas, uma vez que isto é garantido pela Magna Carta em seu artigo 6°. Porém, essa garantia não se reverbera de modo efetivo na sociedade, de acordo com a obra “Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein. A obra supracitada tem a finalidade de questionar o exercício das leis constitucionais na sociedade brasileira como a lei que protege e garante a educação para todas as camadas sociais.
Outrossim, a importância da educação e da literatura na vivência desses indivíduos promove a inclusão social e a possibilidade de ascensão social. Assim, essas pessoas privadas de liberdade tem a chance de recomeçar suas vidas como cidadãos com oportunidades de empregos formais. Desse modo, é de extrema importância a inclusão da literatura e do acesso à educação nessas camadas que, até então, estão à margem da sociedade e da diligência do Estado.
Portanto, são necessárias medidas que venham conter este estigma social, ao passo que essas pessoas privadas de liberdade venham ser acrescidas na diligência estatal. Com isso, é responsabilidade do Governo Federal, intervir com projetos que incluam a educação e a literatura nos estabelecimentos penais, principalmente, nos estabelecimentos juvenis - a fim de trazer oportunidade aos detentos de mudar seu cenário atual. Somente assim, tornar-se-à possível a reverberação dos elementos elencados na magna carta que promove o acesso às camadas mais abandonadas da sociedade a educação e, também, o apresso pela literatura.