A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 26/10/2022
O artio 6 da constituição destaca “Todos tem o direito a educação, visto que é uma forma de socialização”. Porém, cerca de 50% dos penitenciários não são alfa-betizados, evidenciando que há problemáticas na democratização do ensino por parte do Estado. Então, essa falta de acesso aos livros -um dos meios de obtenção de conhecimento- faz com que o homem não tenha precisão em suas escolhas e também, sinta-se mutilado na sociedade.
Diante desse cenário, cabe destacar que a principal forma de socialização é através de conhecimentos básicos proporcionados pela educação. Análogo a isso, a obra literária “A menina que roubava livros” destaca a importância da leitura, uma vez que ela passa conhecimento, dos livros que ela rouba, ao pessoal clandestino de sua cidade, para ajudá-los socialmente. Isso evidencia, fora da ficção, a necessi-
dade de implantar a literatura para socialização daqueles aprisionados que não alcançaram a educação e acabaram analfabetos, o que torna este ser impreciso nas atitudes tomadas por si só, frente a assuntos importantes, como assinatura de documentos, que podem ser manipulados por aqueles que dominam a leitura.
Outrossim, é notório que a exclusão social no acesso á literatura é um dos paradigmas que dificultam a ressocialização dos presidiários. Nessa perspectiva, de acordo com o geógrafo Milton Santos, no texto “Cidades Mutiladas”, a democracia extremamente necessária para fundamentação cultural do indivíduo só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social. Dessa maneira, a população que está “atrás das grades” não tem acesso à democracia advinda do conhecimento, como todo cidadão literário, e está destinada a não viver a socialização, uma vez que a leitura proporciona a descoberta de linguagens e modos de vida que inserem o indivíduo na sociedade.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação -órgão responsável por garantir acesso à educação didática- desenvolver políticas públicas, como distribuir material literário nas penitenciárias, com o objetivo de promover obtenção do conhecimento, para que a população carcerária tenha precisão nas escolhas e também vivenciem a scocialização, fazendo valer o proposto pelo artigo 26.