A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 25/10/2022
A Constituição federal de 1988, por meio da incorporação de princípios de reintegração de detentos, visa ressocializar todas as pessoas em condição cerceamento de direitos. Todavia, não é isso o que ocorre, uma vez que o acesso a atividades de lazer e aprendizagem não fazem parte da realidade do sistema carcerário brasileiro. Desse modo, cabe debater como a literatura em presídios pode contribuir para a mudança de perspectiva social e a readaptação dos presos a vida em sociedade.
De início, deve-se destacar que o hábito da leitura está intimamente ligado ao grau de adaptabilidade e conhecimento que os indivíduos terão. Em consonância com o que foi dito, uma pesquisa realizada pelo portal G1 mostra que detentos que possuem acesso a livro apresentam até 33% a mais de chances de não voltarem a cometerem delitos. Ademais, isso se deve ao poder lúdico que esses matérias possuem sobre o lado subjetivo dos leitores,mostrando novas visões de mundo e outras maneiras de se encarrar a vida. Dessarte, isso mostra o quão importantes são esses objetos tão transformadores na vida de milhares de detentos que deixam o crime devido ao contato com essas fontes de saber.
Em segundo llugar, vale ressaltar que a leitura não é apenas uma fonte de lazer, mas também um meio para as pessoas que buscam uma melhor condição de vida. Outrossim, segundo o educador Paulo Freire, os livros são essenciais para todos aqueles que almejam um trabalho digno e capaz de ajudar aos demais. Dessa maneira, tendo em vista que esses bens são capazes de preparar os cidadãos para as mais variadas profissões, fica claro a sua importância no dia a dia de pessoas sem qualquer perspectiva de voltar a viver em sociedade.
Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Ministério da Segurança deve investir na introdução de mais matériais didáticos nas penitênciarias em todo o Brasil. Isso pode ser feito por meio da destinação de verba pública para a compra de livros voltados para a reinserção de detentos na vida em sociedade, além da criação de atividades que complementem essa iniciativa. Somente assim, a Constituição Cidadã será respeitada e menos indivíduos permanecerão a mercê da criminalidade.