A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 26/10/2022
O Brasil é responsável por praticar uma política de encarceramento de minorias e pobres, que conta com uma altíssima reincidência. Isso deve-se ao fato de que não são aplicadas, nos presídios, medidas efetivas de ressocialização. Portanto, é necessário que se proponha a literatura como uma alternativa na reinserção destes indivíduos a sociedade.
Primeiramente, tem-se que ressaltar o papel da literatura na formação do indivíduo, já que esta é capaz de transmitir valores e experiências, o que permite uma compreensão crítica do mundo. No entanto, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), 92% dos encarcerados no Brasil sequer concluiram o ensino fundamental. Isso, além de indicar um perfil de baixa renda, mostra que o Estado falhou ao não oferecer condições mínimas para a constituição destes indivíduos, como a permanência destes nas escolas e o acesso à literatura, e falha também na reinserção deles à sociedade ao não oferecer programas efetivos de ressocialização.
Ademais, cabe destacar que há pequenos focos muito bem sucedidos, no país, que tentam ressocializar os detentos ao oferecer a estes oportunidades educacionais, inclusive o acesso à literatura, e laborais, que dão uma nova perspectiva ao indivíduo. Um destes exemplos, é a penitenciária de Piraquara, Paraná, que propõe ao preso uma rotina de trabalho, aulas e leitura. Dessa maneira, o processo de reintegração da pessoa a sociedade inicia-se a partir do momento em que ela entra no presídio, isso é notado na baixa reincidência criminal dos encarcerados em Piraquara, que é de 10%, enquanto a média nacional é de 70%. Portanto, vê-se a efetividade de um tratamento humano e constitutivo na prática, o que se faz necessário em todo o país.
Assim, a fim de ressocializar os dententos, o Estado, por meio das penintenciárias, deve promover projetos educacionais e literários aos presos, para que estes saiam como cidadãos aptos a viver em sociedade após seu período de cárcere. Além disso, deve ser oferecido aos encarcerados opções laborais dentro dos presídios, com intuito de que estes não só otimizem suas capacidades mentais e intelectuais, mas também laborais.