A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 30/10/2022

No filme “Olhos que condenam”, é apresentado a dificuldade que os ex-detentos têm em se reajustar após serem libertos. De forma analoga, muitos prisioneiros brasileiros não têm habilidades sufientes para arranjar um emprego e começar uma vida nova. Nesse sentido, a literatura pode ser uma opção para ressocialização mais efetiva dos detentos, visto que o livro pode ser uma excelente ferramenta para promover uma mudança na estrutura carcerária que está defasada.

Em primeiro lugar, nota-se a importância do livro como ferramenta para a melhora das oportunidades dos detentos. Nesse sentido, no longametragem “Escritores da liberdade” mostra a mudança social que uma professora provocou ao implementar a literatura em uma escola, mudando a vida de uma turma que não tinha espectativas para o futuro. Trazendo esse cenário para o âmbito carcerário, a implementação da literatura pode ser uma opção para que o detento possa utilizar seu tempo cumprindo a pena para contribuir com sua educação.

Em segundo lugar, vale ressaltar que o sistema prisional brasileiro é baseado em uma estrutura antiga e defeituosa, que tinha como objetivo apenas afastar o criminoso da sociedade como forma de punição. Como prova, no filme “Dias sem fim” mostra a rotina de condenados que passam seus dias apenas em pátios dentro da prisão. Analogamente, a forma como esses detentos são punidos no Brasil não há incentivo á mudança social, e por isso os detentos apenas perdem o seu tempo durante a punição sem conseguir bagagem para construção de uma nova vida.

Em suma, a literatura deve ser incentivada como uma forma de melhorar o sistema prisional e, como consequência, melhorar o futuro dos dententos. Para que isso aconteça, é necessário que o Ministério da Educação - órgão responsável pela educação da população - incentivar a leitura, por meio da implantação de uma biblioteca nas prisões. Dessa forma, o tempo que o tempo que esses cidadãos passaram na prisão se tornem produtivos e possam impulsionar o futuro deses presos.