A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 02/11/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, a falta da literatura como meio de ressocialização de detentos dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.

Sob essa ótica, é notável a indiligência do Estado como fator determinante para perpetuação da problemática. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das instituições “zumbis”, que as define como presentes na sociedade, todavia, sem cumprir sua função social . Logo, o Ministério da Cidadania não propõe mudanças no quadro presidiário, que visem incentivar iniciativas de ressocialização aos detentos, dentre elas a literatura que é uma das mais eficazes, uma vez que não existem incentivos e nem são mostradas os benefícios de ser um leitor.

Outrossim, é imperativo ressaltar a falta de conscientização popular como impulsionador do embate. Desse modo, o pensador sul-africano Nelson Mandela discorre que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Nesse sentido, apenas a educação tem o poder transformador necessário para modificar o quadro dos presos, entretanto a sociedade não se inclui na resolução desse problema, de modo que não busca lutar pelos seus direitos e de seus semelhantes.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para garantir a leitura como meio de ressocialização de detendos. Dessarte, cabe ao Ministério da Cidadania, juntamente ao Ministério da Educação devem criar medidas que visem beneficiar os presos que mantiverem a leitura constante em sua rotina, com a promoção de discussões e presenteando àqueles que demonstrarem maior conhecimento perante as obras literárias. Além disso, devem promover a criação de programas sociais que envolvam as famílias dos detentos e condicionem elas, por meio de ações nas mídias sociais à salientar aos seus familiares a necessidade de manter a leitura no cotidiano, a fim de alcançar a ressocialização completa e verdadeira. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.