A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 01/11/2022
O filósofo brasileiro Raimundo de Teixeira Mendes,em 1889,adaptou o lema positivista " Ordem e Progresso" não somente para a bandeira nacional,mas também em relação a nação que no contexto contemporâneo enfrenta obstáculos,no que se refere ao seu pleno desenvolvimento. Lamentavelmente,entre eles, a baixa ressocialização dos detentos representa uma antítese a máxima do símbolo pátrio,visto que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é baseado no legado histórico e na inoperância estatal. Assim,vale analisar as principais causas e uma possível solução.
De início, há de se constatar o descaso da ação do poder público potencializa o problema.Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “O Leviatã” ,defende a incubência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade.O ministério da Educação e a mídia contudo, vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação a ressocialização dos detentos e a educação deles. Esse cenário decorre do fato do legado histórico preconceituoso contra esses indivíduos, pois de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, todo brasileiro tem o direito do acesso à educação e ao conhecimento, porém isso não é visto na realidade carcerária.
Ademais,é igualmente preciso apontar como outro fator que contribui para a permanência desse obstáculo, a inoperância do Estado no que tange aos investimentos em literatura.Posto isso, segundo o jornal do Estado de Minas Gerais, existe apenas um presídio que tem a remissão da pena com trabalho e estudos, que é a APAC, na qual as detentas têm acesso a diversos tipos de literatura.Diante de tal exposto,a problemática ainda persiste na sociedade por conta da falta de infraestrutura em projetos sociais de reintrodução e educação dos indivíduos, e isso dificulta o progresso da nação.
Portanto,medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Necessita-se que o Ministério da Educação ,direcione capital que será usado na construção de bibliotecas públicas e projetos literários em todas as prisões, com a criação de cursos de alfabetização para os detentos. Além disso