A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 27/10/2022
No século XVI, a Reforma Protestante, contribuiu com a democratização do acesso a leitura quando Martinho Lutero se propôs a traduzir a bíblia para o alemão. Neste contexto, ainda hoje os livros impactam positivamente na sociedade, uma vez que esse meio tem ajudado na ressocialização de detentos. Logo, é importante analisar o papel da literatura na agregação de conhecimento e na mudança de mentalidade de vida dos presos.
Em uma primeira análise é preciso ressaltar que a leitura auxília no processo educacional do condenado. Neste aspecto, o exercício cognitivo da leitura diária estímula na rapidez de assimilação de informação, além de alfebetizar, ajudando os presos a terem um pouco de acesso a educação. Desse jeito, quando o Estado legaliza os livros nas penitenciárias, ele estará indubitavelmente cumprindo seu papel constitucional visto que, a Constituição Federal de 1988, garante o acesso a educação como um direito de todos os indivíduos.
Além disso, infere-se que a leitura da esperanças para que os detentos queiram mudar de vida. Dessa maneira, ao se deparar com diferentes pensamentos e novas visões de mundo ao ler, o preso começa a cultivar confiança para dias melhores, contribuindo no seu comportamento. Para o filosófo Immanuel Kant " o ser humano é aquilo que a educação faz dele". Assim, é inegável como a educação pode ser a ferramenta transformadora na formação do indivíduo.
Destarte, medidas são necessárias para resolver este impasse. Portanto, o Estado deve fazer com que a literatura seja o meio de ressocialização de detentos no país por meio, da criação de uma lei que torne obrigatório que todos os presídios tenham uma biblioteca, e deve ser realizado semanalmente clubes de leitura em que cada um dos detentos ficaram responsáveis por lecionar livros de sua escolha. Dessa forma, a educação transformará e haverá a reinserção do preso na sociedade.