A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 28/10/2022
Na produção literária “Um caminho para a liberdade” de Jojo Moyes, é retratado a vida de Alice Wright em um Estados Unidos de 1930. Ao longo da trama, Alice se envolve em um casamento forçado em que sofre abusos e agressões do marido, tornando-a uma mulher recatada e perdida, até encontrar no livros um conforto. Desse modo, a narrativa se assemelha com o uso da literatura como meio de ressocialização de detentos em presidios, assim que, a leitura contribuí não só com a criação de empatia, como também estimula o pensamento crítico. De tal forma é necessário medidas de incentivo por parte do estado.
Primordialmente, vale salientar como a leitura auxilia no desenvolvimento de empátia. Uma vez que, segundo a obra “O direito à leitura” de Antonio Candido, a leitura teria o poder de humanizar o ser, de tal modo, que indivíduos reclusos por atos bárbaros poderiam encontrar nos livros o incentivo necessária para aceitar a culpa por seus atos. Contribuindo assim, para realocação emocional desses cidadãos na sociedade. Dessa forma, o ato de ler geraria mais solidariedade e harmonia dentro dos presídios.
Ademais, é importante expor a influência no pesamento crítico. Sob este viés, para o poeta inglês Joseph Addison: “A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo”, consequentemente, os livros estimulam o cerebro contribuíndo positivamente para um amadurecimento do senso crítico. Destarte que, essa ação é de suma importância na mente dos reclusos, que ao sair da cadeia deveram se ressocizalizar em uma comunidade a qual foram afastados à anos.
Portanto, buscando reafirmar o hábito da leitura nos presídios nacionais de forma geral, o governo deve juntamente como o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), promover redes de apoios a leitura dentro do sistema carcerário. Essa ação deve ocorrer por meio de profissionais da area como educadores, sociólogos, psicólogos e psicoterapeutas, que criem clubes do livro e salas de “storytelling” para que se busque introduzir uma conexão com os livros de forma segura e natural com os dententos. Somente assim, será possivel consolidar a leitura em meio aos detentos.