A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 28/10/2022
Com o advento da imprensa no século XV, ocorreu uma ampla difusão de conhecimento mediante livros e panfletos. Isso contribuiu para o início de uma nova era de formação de ideias e pensadores com influência até nos tempos atuais. Nessa perspectiva, a leitura possui o poder de provocar mudanças tanto a nível pessoal quanto social, bem como a sua falta pode acarretar o estabelecimento de uma sociedade mais violenta e desprovida de educação. Por essa razão, é relevante que líderes políticos prestem o fornecimento de uma devida educação para seus cidadãos, garantindo-lhes inclusive, oportunidade profissional.
Primeiramente, vale ressaltar, que a falta de qualidade de ensino oferecida pela rede pública desfavorece a constituição de uma carreira profissional sólida nas camadas sociais mais pobres. Dessa forma, perante a falta de plenas condições de estudo, jovens são seduzidos a ganhar o próprio sustento por meio do crime, este que não exige qualificação e promete retorno material rápido. Nesse sentido, a educação haveria de previnir alto índice de criminalidade por meio do oferecimento de mais oportunidades decorrentes do estudo. Essa ideia se sustenta no que afirmou Rousseau “o homem nasce bom, a sociedade o corrompe”.
Salienta-se, igualmente, que a leitura possibilita mudanças de perspectiva a quem se usufrui dela. Essa ideia engloba, inclusive, pessoas que nem sequer partilhavam de gosto por ler ou simplesmente não tiveram a oportunidade de descoberta. Dessa forma, os detentos são um bom exemplo, principalmente ao se considerar o potencial ressocializador que os livros podem dispor. Afinal, a leitura promete desenvolver uma sensibilização que toca reflexões aprofundadas sobre a vida. Dessa forma, poderá ser aproveitado um potencial de mudança pessoal que oriente o reconhecimento dos próprios erros, oriundos do crime ou não.
Diante do exposto, percebe-se que a literatura pode ocasionar avanço no processo de ressocialização. Nesse sentido, cabe ao Presidente da República, elaborar programa de distribuição de livros e incentivo a leitura nos presídios. Com a finalidade de promover uma mudança pessoal nos presidiários, por meio da reflexão fornecida pela leitura, esta que deve ser predominantemente filosófica. Dessa forma, os detentos serão os maiores beneficiados, assim como a sociedade.