A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 09/11/2022

De acordo com a filósofa Hannah Arednt, “A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Entretanto,observa-se que o direito a ressocialização de detentos por meio da literatura não é efetiva, em virtude da má formação familiar e descaso governamental.

Primordialmente, a formação familiar precária não estimula nas primeiras etapas da vida o hábito da leitura, o que impede de ser usado como ferramenta de reintegração de pessoas privadas de liberdade. Conforme Gilberto Dimenstain no seu livro ‘Cidadão de Papel", o comportamento manifestado por uma sociedade é consequência das trajetórias educacionais durante a vida do indivíduo. Dessa forma, os detentos dificilmente teram iniciativa de ler conteúdos educacionais e sociais. Logo, impedindo o próprio desenvolvimento intelectual e social o que acarreta em um mal preparo para a reinserção na sociedade.

Ademais, o descaso governamental relacionado a disponibilidade de artigos leterários dificulta a ressocialização da popupalação carcerária. De acordo com a música da banda Legião Urbana “Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Paralelamente, desasstir esta população e não dispor dos recursos necessário, inviabiliza o processo de reinserção, como a falta de livros com temas diversos de auto ajuda e auto desenvolvimento. Sendo assim, afastados destes conteúdos ou similiares, priva o detento ao acesso a conhecimento.

Portanto, é mister que o Estado destine uma parcela do PIB para o incentivo a literatura como meio de ressocialização dos detentos . Essa ação irá ocorrer por meio, tanto da verba utilizada para divulgação de campanhas informativas e lúdicas sobre o hábito da leitura, quanto para subsidiar financeiramente bibliotecas dentro dos presídios. Isso, então, tem a finalidade de remediar a má formação familiar e o descaso governamental, indo ao encontro do elucidado por Arendt - ao garantir os diretos dos humanos.