A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 02/11/2022

No filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, de Tom Schulman, o professor de inglês e de literatura, Keating, ensina de forma não consevadora e mostra o lado transfor-mador e encorajador da literatura. Em concordância à obra, a educação em geral interfere de forma muito positiva na vida de todos. Entranto, em relação às pesso-as privadas de liberdade, a literatura se torna indispensável para a respectiva volta da vida em sociedade. Assim, torna-se pertinente abordar os aspectos da formação social e da integridade moral proporcionados pela literatura aos detentos.

A princípio, é válido discorrer o processo de transformação social possibilitado por meio do acesso à literatura aos encarcerados. Nessa perspectiva, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, no trabalho, na convivência huma-na. Isso demonstra que as áreas educacionais promovem um melhor entendimen-to da vida em sociedade. E, sendo a literatura uma dessas, ela é capaz de apresen-tar tudo de imprescindível para a vida social de forma lúdica e leve. Logo, a literacia aos detentos possibilita a compreensão da sociedade, mister à ressocialização.

Além disso, é relevante explorar a eficiência literária na formação moral necessá-ria à reinserção social do indivíduo preso. Nesse sentido, o filósofo inglês John Lock criou a teoria da “Tábula Rasa”, a qual dizia que a pessoa nasce como um “papel em branco” e somente por meio da educação absorveria a formação moral, intelec-tual e corporal útil à socialização. Esse pensamento resplandece que o sujeito deve ser modelado e condicionado pela didática. Com efeito, os êxitos de uma didática mais inclusiva e humana, como a literatura, aos encarcerados permitiriam uma re-construção de vários setores da vida, essencias à ressocialização deles.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para fomentar o acesso lite-rário aos detentos. Então, cabe ao governo federal promover a introdução da lite-ratura nos sistemas prisionais, por meio de um maior investimento nesse setor, com a construção de bibliotecas e espaços de leitura e de estudo, para que os de-tentos possam usufruir dos benefícios da literatura e da educação como um todo e, também, ter um ressocialização mais positiva. Somente assim, até aqueles em um sistema repressor sentirão o lado transformador e encorajador da literatura.