A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 13/01/2023
O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude,o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indiví-duos encarcerados são assolados não somente pela prisão fisica, porém também mental que a ausência de leitura causa.Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a desinformação.
A princípio, é importante notar que a indiligência do Estado potencializa a ausência de educação por meio da literatura.Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumpriremsua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, tem-se deixado cade vez mais de lado o processo de recuperação e reintegração dos detentos, tornando assim cade vez mais dificil a ressocialização. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se necessário uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente preciso apontar que a desinformação como outro fator que contribui para a manutenção do ausência de leitura no ambiente carceral. Pos-to isso, de acordo com G1 portal de noticias, a leitura tem se mostrado eficaz na re-ssocialização de detentos, e trazando consigo novas oportunidades de vida como melhora na educação juntamente com mudanças de mentalidade e valores a cerca da vida. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a ausência de leitura no meio carceral.Dessarte, a fim de possibilitar a ressocialização dos detentos, é pre-ciso que o governo - por intérmeio do ministerio da educação - faça campanhas de doações de livros juntamente com o incentivo para com os presos, como a redu-ção da pena de quatro dias a cada livro lido. Espera-se,assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.