A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 03/11/2022

É evidente a negligência governamental com o sistema prisional brasileiro. Dentro deste contexto, são vários os aspectos que necessitam de atenção, dos quais, destaca-se a necessidade da ressocialização dos detentos. Neste âmbito, a leitura tem importante papel, visto que, segundo o educador Paulo Freire, implica na percepção crítica, na singularização do ser como intérprete do mundo.

Assim sendo, a Literatura apresenta-se como instrumento de comunicação entre o artista e o leitor, transmitindo seus sentimentos e percepções de mundo, encaminhando o leitor à reflexão e até mesmo à mudança de posição perante à realidade, assim como afirmado por Paulo Freire. Adicionado a isso, torna-se importante objeto de auxílio no processo de transformação social.

Contudo, o descaso do governo, constatado através das notícias amplamente divuldadas pela mídia televisiva e digital, através dos índices de violência e morte nos presídios, a superlotação e as condições miseráveis e insalubres as quais são submetidos. Neste cenário em que demandas básicas dos detentos não são sanadas, é nítido que o acesso a leitura e por conseguinte livros literários fiquem deficitários.

Diante do exposto, com o intuito de possibilitar ao presidiário o acesso à obras literárias, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, o direcionamento de verbas para a aquisição desses livros e distribuição em todos os presídios nacionais. Além disso, cabe as ONGs de proteção e amparo aos detentos, à promoção de campanhas para doação de livros literários e distribuição dos mesmos nas cadeias regionais. Desta forma é segurado ao preso o acesso a Literatura como forma de incentivá-lo ao censo crítico assim defendido por Paulo Freire.