A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 04/11/2022
No filme “Um sonho de liberdade”, o protagonista criou um processo de alfabetização de detentos, por meio da criação de uma biblioteca. Analogamente, a ideia de buscar a ressocialização de presidiários, através da literatura, é ignorada, o que gera um imbróglio. Dessa maneira, é pertinente explicar os sustentáculos dessa problemática: a falta de estrutura das cadeias e o desconhecimento da importância dos livros na formação humana.
Diante desse cenário, cabe citar que há um nexo causal entre a carência do ambiente prisional e a escassez do uso literário no processo de ressocialização de detentos. Desse modo, de acordo com o “Manual da psiquiatria clínica”, as circunstâncias fisicas, como, por exemplo, a insalubridade, que podem estar ao redor do ser humano, geram descontroles comportamentais, irritação e ansiedade. Nesse sentido, é indubitável que para obter concentração na leitura seja necessário estar estável emocionalmente. Logo, os presídios desestruturados dificultam o restabelecimento do presidiário na sociedade, já que condições desfavoráveis atrapalham o foco, o que impossibilita a leitura.
Ademais, é lícito afirmar que a falta de conhecimento sobre a necessidade dos livros na formação humana sustenta a problemática supracitada. Nesse raciocínio, o escritor de “Os senhor dos anéis”, Tolkien, escreveu várias histórias para os seus filhos. A respeito disso, a literatura fomenta o imaginário da população e enriquece o vocabulário, mas é ignorada pela sociedade atual. Consequentemente, há o empobrecimento da inteligência e visão de importância dos clássicos literários como meio de ressocialização de indivíduos privados de liberdade.
Em suma, urge solucionar o imbróglio. Assim, o Ministério da Saúde - órgão responsável pela administração e saúde pública do Brasil - deve melhorar as celas dos presídios, por meio da redução da insalubridade, promovendo uma circunstância favorável para o processo de restabecimento social de detentos através da literatura. Em paralelo, o Ministério da Educação precisa realizar palestras em escolas, com a finalidade de conscientizar a população sobre a importância dos livros, para que o tema seja tratado com relevância nos cenários sociais, principalmente nas prisões. Dessa forma, atenuar-se-á o impasse no Brasil.