A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 06/11/2022
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma” o major Quaresma acreditava que se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria patamar de país desenvolvido. Entretanto, ao examinar a literatura como meio de ressocialização de detentos, percebe-se que esses obstáculos não foram atenuados, já que a omissão estatal potencializa a problemática.
Diante de tal exposto, é fato que a negligência governamental corrobora a problemática. Para entender tal apontamento, alude-se a ideia de Sócrates, a qual dizia que a função da política é garantir o equilíbrio social. Dito isso, existem relatos de penitenciárias que estão fazendo uso de livros literários como forma de reeducação dos presos. Dessa forma, quando o Estado não amplia programas como esses, há uma dificuldade na ressocialização dos presos, pois ocorre uma diminuição da educação dos detentos.
Além disso, existem muitos detentos que possuem talentos, como o de escrever livros, que não são explorados. Nesse sentido, quando órgãos governamentais não dão possibilidade desses indivíduos colocarem em prática suas habilidades, acaba contribuindo para manutenção do revés. Uma vez que, se essa aptidão for desenvolvida, os presos podem seguir no ramo, sendo escritores, por exemplo.
Depreende-se, portanto, que o Ministério da Educação, o qual tem por função a administração de recursos educacionais no Brasil, deve ampliar o contato dos presos com a literatura, por intermédio de investimentos em bibliotecas nos presídios, com objetivo de ressocializar as pessoas privadas de liberdade. Outrossim, é fomentar oficinas literárias, para descobrir e aprimorar os talentos dos detentos.