A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 06/11/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a literatura como meio de ressocialização de detentos. Diante disso, é necessário entender a importância da educação na ressocialização e o preconceito enfrentado por ex-presidiários no mercado de trabalho.

Em primeiro plano, a literatura tem trazido cultura e educação para presídios, podendo ser um importante aliado contra a violência. O político sul-africano Nelson Mandela, diz que a educação é a arma mais poderosa para se mudar o mundo. Vis-to isso, a leitura é uma grande aliada da sociedade no combate a violência nas pe-nitenciárias, trazendo inclusão e cidadania a população carcerária.

Outrossim, ex-detentos tem enfrentado dificuldade para se inserirem no mercado de trabalho, a desconfiança e o preconceito os fazem serem preteridos. O educa-dor Paulo Freire, diz que a educação é um ato de libertação. Visto isso, existe a ne-cessidade de inclusão do preso na educação, seja por meio da literatura ou em cur-sos profissionalizantes, assim terão dignidade quando saírem do sistema prisional, não precisando retornar ao mundo do crime, diminuindo a violência na sociedade.

Portanto, é necessário aumentar o número de detentos leitores. Para isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por intermédio de projetos sociais, crie oficinas de leitura e aumente o acesso de presos ao ensino à distância — funda-mental, médio e superior —, além de palestras que os mostrem a importância da literatura para uma vida mais digna. Só assim podemos aumentar o número de ex-presidiários inseridos no mercado de trabalho.