A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 07/11/2022

Segundo a Constituição Federal de 1988, todos os indivíduos possuem igualmente o direito à educação e à cultura. Porém, devido a falta de estímulo à leitura proveniente do sistema penitenciário, a parcela da população privada de liberdade não possui acesso ao que lhe é garantido por lei. Por conseguinte, surge uma deficiência educacional que resulta em maior dificuldade de ressocialização. Com isso, é notória a necessidade de melhorias no sistema prisional brasileiro.

Em virtude da falta de incentivo à leitura, seja ele financeiro, ao oferecer um bom acervo de livros nas cadeias, ou seja ele motivacional, ao estimular os detentos a ler, a taxa educacional dentro das cadeias sofre um declínio. Entretanto, há ainda alguns casos em que a iniciativa ao consumo literário vem diretamente dos reclusos, como uma válvula de escape à situação em que se encontram, já que como dizia José Saramago, escritor português, a leitura é, provavelmente, uma outra maneira de estar em outro lugar. Dessa forma, é perceptível observar que com estímulo necessário, é possível aumentar a taxa de leitura no meio prisional, já que mesmo com a escassez do incentivo, hodiernamente é existente um pequeno movimento voltado à literatura.

Conforme Voltaire, filósofo francês, a leitura engrandece a alma. Incontestavelmente percebe-se a veracidade de tal citação, já que no estado do Paraná, através de uma pesquisa, foi observada uma redução de 60% para 20% nos casos de reincidência entre os presos que leem durante o período de cárcere. Assim sendo, podemos perceber que a leitura efetivamente facilita no processo de ressocialização, além de agregar valores na vida dos presidiários, o que facilitaria a convivência entre os próprios presos, como também com os agentes carcerários.

Portanto, o sistema penitenciário juntamente com o Governo Federal deve promover a leitura por meio de campanhas dentro dos presídios, para melhorar o nível educacional, e assim facilitar a ressocialização dos detentos.