A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 07/11/2022
Primo Levi, sobrevivente dos campos de concentração nazista, em seu livro “É isto um homem?”, fez a seguinte citação: “fico espantado com a desumanidade do homem para com o homem”. Diante disso, a frase supramencionada descreve bem a situação dos presídios no Brasil, que tratam os detentos com impiedade e desumanidade, pensando apenas em castigá-los em vez de tentar suas reintegrações na sociedade. Perante esse cenário, é importante validar alternativas para esta ressocialização dos presos, destacando a literatura e seus benefícios.
Inicialmente, é justo refletir sobre as melhorias que a leitura traz para os indivíduos ansiosos, realidade muito presente nos presídios brasileiros. Nesse sentido, é válido lembrar da famosa animação da Disney “A Bela e a Fera”, protagonizado por Bela, que mesmo estando presa em um castelo, não abondona sua paixão pela leitura. Apesar de fictícia, a animação condiz com os benefícios que os livros trarão aos detentos em ressocialização, como uma forma de esquecer sua realidade no presídio e diminuir a ansiedade, assim como a protagonista do filme.
Ademais, é imprescindível destacar que a literatura também pode beneficiar o fator grupal dos presídios, reduzindo a violência. É nítido que o Brasil é um país violento, já que, segundo dados do IBGE, 18% da população acima de 18 anos já sofreu algum tipo de violência, logo, a realidade dos presos não é diferente. A literatura é uma ocorrência viável de entretenimento dentro de uma cadeia, e, além de ser uma forma de cultura, é uma opção de entreter os detentos, evitando o “tédio” do presídio e, consequentemente, podendo assim, reduzir as taxas de agressões entre detentos.
Por fim, tendo em mente os benefícios da literatura na ressocialização dos presos no Brasil, é necessário, portanto, tomar medidas para que está seja uma opção presente em todos os presídios. Diante disso, é dever do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, investir na cultura dentro do sistema prisional, promovendo bibliotecas, assim como incentivando o hábito da leitura nas cadeias. Tudo isso a fim de reduzir as taxas de violência nos presídios e reinserir os detentos corretamente na sociedade brasileira.