A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 08/11/2022

No clássico filme, “Escritores da Liberdade”, retrata a estória de uma professora branca que é cotada para dar aula para jovens marginalizados, que foram presos ou estão em crimes organizados, e durante o processo, ela os fazem encontrar a si mesmos através da leitura, possibilitando o processo de novas oportunidades para seus alunos. Embora ficcional, pode-se estabelecer um paralelo com a realidade, uma vez que é considerável o número de detentos que com a literatura conseguiu seu meio de ressocialização. Dessa forma, urge analisar não só os benefícios da educação, como também as possibilidades futuras pelo meio da leitura como os principais responsáveis pelo revés.

De início, pode-se apontar o quanto a educação move caminhos, sabemos que com ela as oportunidades são dobradas. E no processo de ressociliação de detentos não é diferente, há uma nova Lei, que foi criada por uma jurídica, que possibilidade a redução de pena por meio da leitura. Apesar de estar em desenvolvimento, já foi testada por 14 estados, e foi se percebido que com essa oportunidade, o interesse desses indivíduos sobre os estudos aumentaram, não só mais usando a desculpa da redução de pena e sim por interesse próprio.

Ademais, quando se trata de pessoas criminalizadas ou marginalizadas, é tudo sobre oportunidades. Como diz a famosa Constituição Federal de 88, “todos tem direitos básicos civis”, e um deles é a educação. Quando se perde a liberdade, a cabeça procura por qualquer meio de distração e acaba agindo por ações de outros, mas quando se é oferecido um livro a pessoa tem com o que se ocupar, ela vai tomando gosto por aquilo se libertando e criando opiniões próprias. E no futuro, quando receber sua liberdade fisíca, querer procurar por uma especialização, lhe propondo um futuro estável e humanizado.

Portanto, infere-se a necessidade da leitura como processo de ressocialização de detentos. Para isso, é necessário que o Governo Federal libere verbas para o Ministério da Educação com o propósito de fundar áreas de estudos em Penitenciárias, com o intuito de inserir os presos na àrea para que possam ter as melhores oportunidades de ensino. Desse modo, espera-se uma sociedade mais justa e igualitária.