A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 09/11/2022

De acordo com o livro “Trono de vidro”, as bibliotecas possuem a mais poderosa das armas, os livros, pois eles instigam a mudança. Ao interpretar essa ideia, compreende-se que a literatura possui o poder de mudar a vida da população, podendo, assim, ajudar na ressocialização de detentos brasileiros, o que os possibilitam de saírem da marginalidade e na alígera garantia de suas cidadanias.

Em primeira análise, de acordo com o filósofo Aristóteles, somente com a educação é possível alcançar uma sociedade virtuosa. E, é notório, que o gosto pela leitura expande o conhecimento do leitor o que faz a educação ganhar espaço na vida de inúmeros presidiários, na qual contribui para a reintegração destes na sociedade. Exemplo esse que pode ser visualizado no filme “Escritores da liberdade”, no qual uma professora muda a vida de uma escola corrompida pela violência e transforma esses alunos em pessoas íntegras. Retrato esse que demonstra que, com a educação, é possível garantir a volta desses detentos a sociedade.

Ademais, por meio da literatura, é possível que as pessoas cativas consigam recuperar sua plena cidadania, com maior agilidade. Pois, a partir da leitura, os prisioneiros podem conseguir a diminuição de suas penalizações, a fim de garantir suas reintegrações na sociedade. Realidade essa vivida por um detento de Goiânia em 2017, que conseguiu reduzir sua pena em quatro dias após demonstrar, por meio de uma resenha, o que havia aprendido com o livro. Sob essa óptica, é possível analisar o importante papel que os livros possuem para a garantia da inserção dessa classe na sociedade brasileira e da sua conquista mais vertiginosa pela liberdade.

Em virtude disso, é necessário que o Ministério da Educação - órgão federal imcumbido de levar a educação à sociedade - crie, por meio de parcerias com ONG’S, projetos de leituras conjuntas nas penitenciárias, para que os detentos adquiram a vontade de adentrar no mundo literário, o que ajudará em suas ressocializações. Além disso, é necessário que o Governo Federal crie, nas prisões brasileiras, bibliotecas para que os prisioneiros possam ter acesso a educação e consigam sair da marginalização e terem de volta suas liberdades.