A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 05/12/2022
Apesar de pactos firmados por líderes mundiais sobre “Direitos Humanos” que envolve a ressocialização da população carcerária através da educação e da leitura, ainda não vemos essas mesmas autoridades cumprirem à risca tais acordos internacionais.
Trazendo essa proposta à realidade do sistema carcerário brasileiro, vemos uma enorme falha em seu cumprimento, ainda temos unidades penais que não assumem um de seus papeis fundamental na ressocialização do detento ao invés de somente a privar a liberadade do indivíduo como meio de punir, acreditando ser este o único meio de ressocialização.
A leitura é fundamental na educação das pessoas, transforma e valoriza a autoestima do ser humano, assim, a inserção de programas de educação e o estímulo à leitura para ressocializar a população carcerária, sem sombra de dúvidas trará excelentes e satisfatórios resultados na ressocialização daqueles que cumprem pena e não tiveram talvez oportunidades em conhecer o mundo da leitura e do aprendizado através da leitura em sua realidade socioeconômica, ora, a leitura durante a privação de liberdade é estimulada pelo CNJ através da recomendação expressa que orienta que os tribunais reduzam penas através da leitura e o resumo sobre os livros que cada detento apresentar, por que então nao se vê em todas as unidades prisionais brasileira tal estímulo sendo cumprido como de fato se deve? Por que não se promove então o “desencaceramento em massa” que tantos políticos defendem em seus discursos, de maneira gradativa e objetiva através da leitura e sua consequente ressocialização?
Este é então um dos motivos para o Brasil possuir um sistema prisional abarrotado e falho na ressocialização de seus detentos, tendo em vista o censo comum jurídico que mais de 70% da população carcerária no Brasil são reincidentes. Não seria a leitura uma alternativa para mudar esta realidade?