A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 05/12/2022

Segunso o Pacto São José da Costa Rica (1969), tratado de direitos humanos do continente americano, a finalidade de uma pena privativa de liberdade é a readequação social dos detentos. Infelismente, o sistema carcerário tende a ser husado como apenas um meio de punição e rpoteção à sociedade. Portanto, medidas como o uso da literatura devem ser empregadas para a ressocialização do preso, pois a leitura tem o importante papel de educar como também a capacidade de permitir um amplo acesso a informações.

Cabe salientarque a educação é uma base da sociedade, e está ligada diretamente ao ato de ler. Observa-seno filme “O livro de Eli”, uma trama fictícia, que gira em tornoda busca pelo conhecimento e em seu papel de educar, neste caso representado pela biblía. Contudo, esta busca pela educação nao é vivida dentro das prisões, ao passo que nestas a literatura como meio de educar não é valorizada pelo sistema, pois uma pessoa, privada de sua liberdade, não encontra no livro sua perspectiva de mudança, e consequentemente termina por acreditar que sua vida não pode melhorar, levando-a a umprir sua pena e retornar para a vida do crime, onde encontra seu sustento.

Além disso, a literatura possui grande parte do conhecimento do mundo, um detento que não tem acesso a essa oportunidade, tende a não vislumbrar outras possibilidades na sua vida. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos nascem iguais em dignidade e direitos, mas infelizmente o Estado não consagra, efetivamente, este direito nos presídios nacionais, levando os presos a se manter em um períodode cárcere sem perspectivas de crescimento, permitir esse acesso aos livros, e ao conhecimento presentes nestes, é uma maneira de ressocializar, ao passo que permite ao ser, processado, desejar uma vida diferente e consequentemente planejar um caminho para que seu futuro mude. Portanto, é possível inferir que conhecimento reintegra o cidadão à sociedade.

Diante dos fatos mencionados pode-se concluir que a literatura como forma de educação e acesso à informação auxilia na readaaptação social do encarcerado, faz-se necessário a implantação de projetos coordenados entre o MEC eo MSP, dentro das prisões, que estimulem o uso de livros no cotidiano dos detentos, para que dessa forma, estes vivam sua pena não apenas como uma penitência, mas também como uma oportunidade.