A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 08/01/2023
O romance filosófico “Utopia”- criado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI-retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à dificuldade de ressocialização de detentos no Brasil. Dessa forma, entre os fatores relacionados a esse segmento, podem-se destacar à falta de reeducação nas prisões e no escasso incentivo à leitura.
Mormente, cabe analisar como a educação se torna um fator importante nesse cenário. Segundo o político brasileiro Leonel Brizola, a educação é o único caminho para emancipar o homem. Por analogia, a reeducação nas prisões brasileiras é necessária para a recuperação da moral e da ética, para que, assim, essas pessoas sejam capazes de reconstruir suas próprias vidas. Desse modo, seria possível a incerção desses indivíduos na sociedade novamente.
Por conseguinte, essa situação torna-se ainda mais alarmante devido à falta de incentivo à leitura nos presídios. A série “Anne with an e” conta a história de uma menina que muda sua própria realidade através dos livros. Sob essa perspectiva, a literatura é capaz de dar um novo rumo à vida de vários detentos, promovendo sua recuperação e reintegração social. Logo, a leitura se torna uma ferramenta capaz de dar esperança à vida desses cidadãos.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar esse impasse. Para tanto, o governo federal -Poder Executivo no âmbito da União- deve incentivar a reeducação nas penitenciárias do país, por meio de educadores e profissionais qualificados. Isso seria realizado a fim de promover a ressocialização desses condenados na sociedade. Espera-se, com isso, concretizar a “Utopia” de More hodiernamente.