A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 06/01/2023
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele” conforme o excerto do filósofo Kant, o ensino escolar é um fragmento social de suma importância à vida individual, o qual auxiliará na formação de opiniões e na inserção do indivíduo no âmbito sociável. Com base nisso, evidencia-se que a literatura, uma das ferramentas imprescindíveis para o desenvolvimento do intelecto, tornou-se um instrumento de auxílio na ressocialização de detentos. Nesse aspecto, enfatiza-se a facilidade para retornar ao mercado de trabalho e o incentivo à leitura.
Em primeiro lugar, evidencia-se que, em geral, os penitenciários são oriundos de um contexto composto por precariedade no ensino colegial, instabilidade financeira ou desemprego e má estrutura habitacional. Posto isso, a minimização de oportunidades trabalhistas viabiliza a criminalidade como a esfera disponível para a superação das adversidades supracitadas. Nesse contexto, a baixa escolaridade e o abundante tempo de ociosidade proporciona o ensejo da educação para o detento, destacando-se a literatura, a qual além de ofertar o incentivo e o desenvolvimento da leitura, também fomenta o aperfeiçoamento da criatividade e da intelectualidade. Desse modo, por meio do ensino há o desdobramento da aptidão do preso para diversas atividades, a exemplo da escrita, pintura e artesanato, as quais possibilitam a eficácia da ressocialização e inserção do indivíduo no mercado de trabalho.
Ademais, a estimulação a aderência da literatura, tanto como objeto para a alfabetização quanto como ferramenta para entreter, é um dispositivo que propociona a apresentação de temáticas sociais diversas, as quais contêm exemplos e ensinamentos vitais que poderão auxiliar na educação do presidiário. Outrossim, o acesso à informação por meio dos livros instigam a procura pela graduação e qualificação profissional.
Portanto, nota-se que a literatura é uma esfera indispensável para a educação, no entanto, não é um instrumento acessível para todos. Fazendo-se necessário que o Governo promova a democratização do acesso aos livros, por meio da construção de bibliotecas em todos os colégios públicos, estimulando a leitura e a educação, para que se consiga superar a criminalidade através do ensino.