A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 09/01/2023

Segundo o pacto São José da Costa Rica, tratado de direitos humanos do continente americano, a finalidade de uma pena privativa de liberdade é a readequação social dos detentos. Infelizmente, o sistema carcerário tende a ser usado como apenas um meio de punição e proteção à sociedade. Portanto, medidas como o uso da literatura devem ser empregadas para a ressocialização do preso, pois a leitura tem o importante papel de educar como também a capacidade de permitir um amplo acesso a informações. Cabe salientar que a educação é uma base da sociedade, e está ligada, diretamente, ao ato de ler. Observa-se no filme " O livro de Eli " um trama, fictícia, que gira em torno da busca pela educação não é vivida dentro das prisões, ao passo que nestas a literatura como meio de educar não é valorizada pelo sistema, pois uma pessoa, privada de sua liberdade, não encontra no livro sua perspectiva de mudança, e consequentemente termina por acreditar que sua vida não pode melhorar, levando-a a cumprir sua pena e retornar para a vida de crime, onde encontra seu sustendo.

Além disso, a literatura possui grande parte do conhecimento do mundo, um detento que não tem acesso a essa oportunidade, tende a não vislumbrar outras possibilidades em sua vida. De acordo com Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos nascem iguais em dignidade e direitos. Mas, infelizmente, o Estado não consagra, efetivamente, este direito nos presídios nacionais, levando os presos a se manter em um prédio de cárcere sem perspectivas de crescimento, permitir esse acesso aos livros, e ao conhecimento presentes nestes, é uma maneira de ressocializar, ao passo que permite ao ser, processado, desejar uma vida diferente e consequentemente planejar um caminho para que seu futuro mude. Portando, é possível inferir que conhecimento reintegra o cidadão à sociedade.

Diante dos fatores mencionados pode- se concluir que a literatura como forma de educação e o acesso à informação auxiliar na readaptação social do encarcerado. Faz-se necessário a implantação de projetos coordenados entre o MEC e o MSP, dentro das prisões, que estimulem o uso de livros no cotidiano dos detentos, para que dessa forma, estes vivam sua pena não apenas como uma pernitência, mas também como uma oportunidade.