A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 09/01/2023
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a leitura como meio de ressocialização de detentos, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do pais, seja pelo preconceito da sociedade e pela escassez governamental.
É indubriavel que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a politica deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possivel perceber que, no Brasil, o governo rompe essa harmonia, haja vista que não acredite e incentive esses projetos nos presidios para obter uma significativa mudança.
Outrossim, destaca-se o preconceito da sociedade como impulsonador do problema. De acordo com Durkhein, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e conectividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a sociedade exclui tais ex presidiarios na teoria que não pode ocorrer mudança sendo pessoas que são perigosas,que não devem ser respeitadas e nem incluidas na sociedade, sendo que pricipalmente com este projeto incentiva detentos a verem a vida de outra forma e seguir uma vida correta.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem á construção de um mundo melhor. Destarte, o governo deve acreditar e investir na leitura e educação dentro dos presidios, promovendo a educação e ressocialização. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escalas, palestras ministradas por pscicólogos, que discutam o combate a marginalização de ex detetentos não acreditando na possivel mudança, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.