A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 20/01/2023

Amanda Lovelace, escritora e poetisa contemporânea, afirma que a literatura é ca-paz de salvar pessoas. Entretanto, não são todos os detentos que possuem acesso à esse conhecimento, o que se torna um drástico problema, uma vez que retarda o processo de ressocialização desses indivíduos. Com efeito, é necessário analisar co-mo o rompimento de leis e a falta de ações governamentais intensificam esse cenário insatisfatório.

Diante dessa perspectiva, é notório que muitos presidiários não recebem trata-mento humanizado, o que impossibilita o acesso às obras literárias. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988, garante que o acesso à educação é um direito de todos os cidadãos. Contudo, tal norma é corrompida quando pessoas privadas de liberdade são desmoralizadas pela incapacidade de usufruirem de seus direitos co-mo pessoas. Desse modo, afirma-se que a dificuldade do acesso à literatura pelos detentos fere um direito humano e contribui para a desigualdade social.

Além disso, a falta de ações governamentais também corrobora esse problema. De acordo com o filósofo Aristóteles, a busca pelo conhecimento é essencial para o desenvolvimento dos seres humanos. Nesse contexto, percebe-se que o descaso governamental colabora para a dificuldade do acesso à literatura pelos detentos, como consequência, tais indivíduos são impedidos de buscar conhecimento e até mesmo são privados de informações sobre seus próprios direitos. Em síntese, é inadmissível que presidiários não tenham acesso à literatura, haja vista que isso contribui para o atraso da ressocialização desses cidadãos.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pela formação dos cidadãos, disponibilize obras literárias em presídios. Essa ação deve-rá acontecer por meio de campanhas que visem contribuir para o acesso à educa-ção de detentos, a fim de melhorar as formas de ressocialização dessa coletividade. Dessa forma, a dificuldade desses grupos de conseguirem acesso à leitura não será mais uma preocupação nacional