A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 03/02/2023
De acordo com a Constituição Federal promulgada em 1988, é direito de todos os cidadãos ter acesso á educação básica. Nesse sentido pessoas com liberdade restrita e detendos devem ter a viabilização de uma educação básica nos complexos penitenciários. Porém, a maiorias desses presos não tem acesso ao ensino básico, que causa eventual volta a marginalidade quando livres.
Primeiramente, o ensino nas penitenciarias se limita a poucos. Isso ocorre porque os órgãos governamentais investem pouco na educação dos detentos. Porém, segundo dados do Ministério da Justiça, 40% das prisões não possuem sequer sala de aula. Tal infraestrutura precária nos presídios e a visão deturpada de que o ensino é um “privilégio” para os presos, são empecilhos para essa reintegração
Como dito por Paulo Freire “a educação sozinha não transforma a sociedade, mas sem ela tampouco a sociedade muda” a ideia de ressocialização através da educação é positiva, além de incentivarem a liberdade, ela prepara o detento para retomar seu curso normal de vida, com um ofício ou qualificação nova, reduzindo a reincidencia que ele teria no crime.
Dado o exposto, é imprescidível que os governos atuem em conjunto ás Organizações Não Gorvernamentais, ampliando o acesso á educação para que os mesmo contem com o apoio das famílias. Para isso, é necessário uma maior destinação de verbas públicas ao ensino básico e a contratação de profissionais capacitados, como psicólogos, professores e assistentes sociais, para que seja reduzida a marginalização dos detentos e garanta o apoio de todas as camadas da sociedade.