A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 13/02/2023

Segundo o pacto São José da Costa Rica (1969),tratado de direitos humanos do continente americano, é a readequação social dos detentos.Infelizmente, carcerário tende a ser usado como apenas um meio de punição e proteção à sociedade. Portanto, mediadas como o uso de literatura devem ser empregadas para a ressocialização do preso, pois a leitura tem o importante papel de educar como também a capacidade de permitir um amplo acesso a informações.

Cabe salientar que a educação é uma base da sociedade, e está ligada, diretamente, ao ato de ler. Contudo, esta busca pela educação não é vivida dentro das prisões, ao passo que nestas a literatura como meio de educação não é valorizada pelo sistema, pois uma pessoa privada de sua liberdade, não encontra no livro sua perspectiva de mudança, e consequentemente termina por acreditar que sua vida não pode melhorar, levando- a a cumprir sua pena e retornar para a vida de crime, onde encontra seu sustento.

Além disso, a literatura possui grande parte do conhecimento do mundo, possui grande parte do conhecimento do mundo, um detento que não tem acesso a essa oportunidade, tende a não vislumbrar outras possibilidades em sua vida.De Acordo com a Delegação Universal dos Direitos Humanos, todos nascem iguais em dignidade e direitos. Mas, infelizmente, o Estado não consagra, efetivamente, este direito nos presídio nacionais, levando os presos a se manter em um período de cárcere sem acesso aos livros, e ao conhecimento.

Diante dos fatos mencionados pode-se concluir que a literatura como forma de educação e o acesso à informação auxiliar na readaptação social do encarcerado. Faz-se necessário a implantação de projetos coordenados entre o MEC e o MSP, dentro das prisões, que estimulem o uso de livros no cotidiano dos detentos, para que dessa forma, estes vivam sua pena não apenas como uma penitência, mas também como uma oportunidade.