A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 17/02/2023

Segundo o pacto são josé da costa rica (1969), tratado de direitos humanos do continente americano, a finalidade de uma pena privativa de liberdade é a readequação social dos detentos. Infelizmente, o sistema carcerário tende a ser usado como apenas um meio de punição proteção à sociedade. Portanto, medidas como uso de literatura devem ser empregadas para a ressocialização do preso, pois a leitura tem o importante papel de educar como também a capacidade de permitir um amplo acesso a informação.

Cabe salientar que a educação é uma base da sociedade, e está ligada, diretamente ao ato de ler. Observa-se no filme “O livro de Eli” uma trama, fictícia, que gira em torno da busca pelo conhecimento e em papel de educar, neste caso representado por uma bíblia. Contudo, está busca pela educação não é vivida dentro das prisões, ao passo que nestas a literatura como meio de educar não é valorizada pelo sistema, pois uma pessoa, privada de sua liberdade, não encontra no livro sua perspectiva de mudança, e consequentemente termina por acreditar que sua vida não pode melhorar, levando a cumprir sua pena e retornar para a vida de crime, onde encontra seu sustento.

Diante dos fatos mencionados pode-se concluir que a literatura como forma de educação e o acesso a informação auxiliar na readaptação social do encarcerado. Faz-se necessário a implantação de projetos coordenados entre o MEC e o MSP, dentro das prisões, que estimulem o uso de livros no cotidiano dos detentos, para que dessa forma, estes vivam sua pena não apenas como uma penitência, mas também como uma oportunidade.