A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 02/03/2023

Nelson Mandela citou que “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Logo, nota-se que o conhecimeto tem o poder de mudar as pessoas e por consequência transformar o mundo ao seu redor. Da mesma forma, a literatura como meio de ressocialização de detentos trabalha para a mudança de uma sociedade. Isto é, ao se conectar com a leitura o cativo se entretém e se desenvolve intelectualmente e culturalmente, características essas que os capacitam a viver em sociedade e a recomeçar.

Diante desse cenário, o incentivo mental proporciona ao preso diversas experiências. Por exemplo, na obra musical “Matilda”, a protagonista afirma que ama ler pois é como tirar féria na cabeça. Igualmente, a literatura capacita o prisioneiro em sua rotina maçante à aprender coisas novas, à imaginar, a se entreter e a se conhecer melhor. Por isso, para que o indivíduo se sinta parte de algo e possa se desenvolver mesmo diante do cenário triste que é o cárcere, a educação é imprescindível.

Além disso, as mudanças que uma boa educação trazem são sempre notáveis. Ainda sobre a análise da obra “Matilda”, a protagonista se destaca na escola pois passou a infância toda lendo, o que a tornou muito inteligente. Assim como Matilda, os detentos se destacam ao investir no saber e essas experiências literárias os tornam mais aptos a voltar a viver em sociedade e a recomeçar a vida fora da prisão. Ou seja, ao dedicar-se em educação nos presídeos, investe-se na ressocialização e dignificação do homem mostrando que ele possui valor.

Portanto, afim de entreter e desenvolver de forma cultural e intelectual os presidiários, cabe ao Ministério da Cultura (MEC) por meio de editoras de livros e vias publucitárias como internet e televisão, solicitar o aumento da demanda de livros com seus diferentes eixos temáticos. Sendo isso possível ao negociar com as editoras uma quantia fixa de livros destinados à prisão todo mês e por meio das mídias sociais incetivar o povo a doar seus livros inutilizados. Só assim, a educação mudará o mundo, principalmente o mundo daqueles que vivem por trás das grades.