A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 24/03/2023
Segundo Winston Churchill, escritor e ex-primeiro-ministro britânico, “É bom ter livros de citações. Gravadas na memória, elas inspiram-nos bons pensamentos”. Nessa perspectiva, os livros são uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento pessoal de um indivíduo. Assim, mostra-se relevante pensar na literatura como meio de ressocialização de detentos, uma vez que os livros contribuem na formação do senso crítico e no domínio da língua portuguesa.
De início, é notório destacar que a leitura pode impactar positivamente na formação do senso crítico por meio da aquisição de conhecimento e do pensamento lógico e interpretativo. Isso porque o contato com diferentes filosofias e ideais tende a fazer com que o leitor reflita a respeito da sua própria visão de mundo.
Ademais, cabe ressaltar que livros em geral, seja ficção ou não ficção, contribuem de forma significativa para a melhora do vocabulário e do domínio da língua. Esse contexto envolve o contato frequente do leitor com diversas palavras, fazendo com que o mesmo assimile gramática de forma automática. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resulta em uma maior facilidade de ressocializar os detentos ainda em pena.
Com o objetivo de aumentar o índice de leitores nos presídios, cabe ao governo por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) incentivar o hábito da leitura por meio de programas de redução de pena. Outrossim, cabe ainda a SENAPPEN disponibilizar livros por meio da construção de bibliotecas em presídios. Desta forma, os detentos conseguiram se inserir na sociedade com maior facilidade mesmo após o seu período em confinamento.