A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 25/03/2023

Paulo Freire, filósofo e educador brasileiro, afirmava que a educação deve ser liber

tadora. Nesse contexto, pode-se entender que a literatura tem a capacidade de reinserir presidiários na sociedade. Isso porque a leitura e a escrita permitem a aquisição de novos conhecimentos e a formulação de questionamentos sobre o mundo e as atitudes individuais. Desse modo, é importante discutir sobre o incen-tivo à literatura e o que esse estímulo pode desencadear na vida dos detentos.

Primeiramente, é necessário discutir sobre a importância de estimular a leitura e a escrita. Sobre esse assunto, algumas penitenciárias desenvolvem projetos que, pa-ra cada 3 livros lidos e resenhados, os detentos ganham uma redução de 1 dia em suas penas. Esse programa oferece diversas vantagens, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Assim, entre esses benefícios pode-se citar, para o presi- diário, além da dedução no período de detenção, a diminuição do ócio enquanto faz uma atividade positiva para seu bem estar mental. Ao mesmo tempo, é de inte- resse da comunidade porque, quando o preso estiver em liberdade ele poderá pro- curar alguma área de estudo de seu interesse, terá maior bagagem cultural e se questionará mais sobre suas atitudes e posteriores consequências.

Além disso, é possível citar os efeitos do incentivo à literatura na vida dos deten -tos. Dessa maneira, pode-se exemplificar os resultados positivos mencionando uma penitenciária no Nordeste que possui a menor reincidência do país. Em suma, esses resultados foram possíveis graças ao incentivo à leitura e escrita oferecido aos detentos. Evidentemente, entende-se que, por esse estímulo, os indivíduos não retornam a vida de crimes após serem libertos porque entendem seus comporta -mentos passados e se interessam por voltar a estudar, pela arte da escrita e pelo trabalho honesto.

Portanto, é imprescindível que o Estado toma as medidas cabíveis para incentivar o uso da literatura como forma de reincluir ex-detentos na sociedade. Para tanto, o Congresso Nacional e o Departamento Penitenciário Nacional devem criar e apro -var leis que incentivem as penitenciárias a desenvolver programas de incentivo à leitura e escrita. Dessa forma, será possível seguir o que Paulo Freire pregava e tornar a educação libertadora também para pessoas privadas de liberdade.