A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 28/03/2023

O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só à Bandeira Nacional, mas também à Nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos. Lamentavelmente, entre eles, a educação de detentos representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que resulta na desordem e no retrocesso da sociedade. Nessa perspectiva, é nítido que este óbice tem sigo agravado pela indiligência estatal e tem como consequência o preconceito propagado pelo corpo social.

Convém ressaltar, a princípio, a débil ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro à ideia de Hobbes, uma vez que assumem um papel inerte em relação à propagação de ensino no sistema carcerário. Sendo assim, é notório que a omissão do Governo perpetua o entrave.

Ademais, é necessário frisar que as questões comunitárias estão intimamente ligadas ao estigma retratado. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao julgamento aos ex- presidiários. Nesse sentido, faz-se primordial o incentivo à literatura na ressocialização de detentos, pois assim eles terão voz para se expressar e serem compreendidos pela população.

Em virtude dos argumentos supracitados, faz-se essencial a tomada de medidas atenuantes ao obstáculo. Para tal, é intrínseco que as Mídias- veículo formador de opiniões- promova a relevância da educação para detentos , por meio de debates e vídeos. Essa ação terá como fim a difusão de conhecimento e conscientização dos indivíduos. Destarte, haverá uma melhora exacerbada da sociedade e resolução do imbróglio, evidenciando o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.