A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 07/04/2023
Paulo Freire, filósofo brasileiro, afirmou: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. De maneira análoga a isso, cabe salientar a importância da literatura como uma força transformadora nos presídios, uma vez que é um eficiente meio de ressocialização dos detentos. Todavia, a literatura é pouca valorizada nas casas de detenção, por causa da negligência estatal e midiática. Depreende-se, assim, que a leitura é a solução para tirar os proscritos da margem da sociedade.
A priori, a indiferença do Estado é um óbice para a implementação da literatura nas penitenciárias. Nesse viés, de acordo com o artigo 3 da Constituição Federal, um dos objetivos da União deve ser erradicar a marginalização. Entretanto, não é o que se nota, uma vez que o governo não fornece aos presos um meio de adquirir conhecimento e novas perspectivas de vida, isto é, não valoriza a literatura. Portanto, se os livros fossem prioridade nos presídios, a União estaria cumprindo o que foi assegurado na Carta Magna.
Outrossim, a midía deveria ser incumbida de retratar a situação dos detentos, os quais, na grande maioria dos casos, não tiverem acesso a educação. Sob esse prisma, segundo a UOL, 92% dos presos no Brasil não concluíram o ensino médio, esse número revela que a literatura, além de ser um meio de enxergar novas perspectivas de vida, pode contribuir para mudar essa estatística estarrecedora, já que pode incentivar os marginalizados a concluírem a educação básica. Contudo, isso não será possível se o silenciamento midiático persistir. Por fim, o dado apresentado deveria ser investigado e exposto pela mída a fim de mudar esse panorama.
Em suma, tanto o não cumprimento da Magna Carta por parte do Estado quanto a omissão midiática fomentam a não valorização da literatura como meio de ressocialização. Destarte, para mitigar a problemática, os meios midiáticos, mais epecificamente os canais de televisão aberto (Band, Record, Globo e SBT), deveriam produzir um documentário expondo como os detentos são desprovidos de educação. Isso pode ser feito por intermédio da união dos esforços das mídias. Como consequência, a literatura seria implementada nas casas de detenção.