A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 10/04/2023

Segundo o artigo 6°, da Constituição Federal (CF/88), todo cidadão tem direito à educação.Dessa forma, é importante dissertar sobre a ressocialização de detentos por meio da literatura e os ganhos intelectuais e profissionais daqueles que estão privados de liberdade.

Primeiramente, vale destacar a importância da leitura para a construção social de um indivíduo.Nesse sentido, a leitura colabora bastante para o crescimento intelectual dos apenados.Esses que, em grande maioria, não tiveram oportunidade de acesso à educação enquanto estavam em liberdade e encontram a leitura dentro do sistema prisional.Esse encontro entre detentos e livros trás consigo uma nova pespectiva para os apenados, a ressocialização.

Ademais, é imperioso destacar a leitura como ferramenta de ressocialização, pois, segundo Sócrates, “Ninguém faz o mal por que quer, mas por ignorância.Todo homem que conhece o bem é virtuoso”.Sendo assim, a leitura além de propiciar o acúmulo de conhecimento, trás consigo,também, o crescimento profissional, haja vista que os detentos fazem cursos profissionalizantes, superiores, concluem o ensino fundamental, tudo isso propriciado,primordialmente, pela leitura.Nesse viés, o sistema prisional devolve à sociedade um indivíduo mais capacitado e pronto para entrar no mercado de trabalho e contribuir positivamente na comunidade.

Infere-se, portanto, que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de cada Estado, por meio de progamas gorvenamentais, implante uma política de incentivo à leitura, para estimular os detentos não adeptos à literatura, assegurando, assim, o direito à educação e fomentanto a ressocialização através da leitura, para que os indivíduos privados de liberdade vejam a educação como um forma de ascensão e um caminho para uma nova vida.