A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 27/04/2023

O sistema prisional Brasileiro tem como objetivo punir e garantir a reinserção social do apenado. Contudo, segundo dados da justiça Brasileira, 80% dos detentos não são reinseridos socialmente de maneira correta. Um grande fator é a falta de um método efetivo e abrangente e a situação precária da maioria dos presídios. Porém, nem tudo está perdido, o hábito de ler e o incentivo à leitura está apresentando resultados positivos como uma alternativa de reeducação para presidiários em diversas penitenciárias Brasileiras. Necessitando assim, de uma maior notoriedade.

Segundo o educador e filósofo Paulo Freire: “Não há democracia sem a convivência com o diferente.” É por meio de pensamentos como este que, pode-se compreender melhor o propósito da ressocialização de detentos. Todavia, tal processo conta com grande dificuldades, como a superlotação carcerária, ou como, o preconceito do mercado de trabalho sobre presidiários recém-libertos. Devido a deterioração do sistema prisional, urge a necessidade de estratégias ressocializadoras realmente eficazes.

A literatura, por sua vez, vem se mostrando como um método efetivo nesse processo. Relatos de docentes e apenados provam que, o ato de ler pode transformar, para melhor, a vida de um detento. Tal como ajudá-lo a se expressar por meio da escrita, estimular a busca por conhecimento e estudo, que pode possibilitar em maiores chances de obter um emprego, um dos principais objetivos da ressocialização.

Analisando esse espectro, conclui-se que a leitura é um mecanismo eficiente para a reintegração de detentos na sociedade, e que, deve ser implementada cada vez mais nos presídios Brasileiros. Para isso, é necessário que o governo invista e aperfeiçoe bibliotecas prisionais, que conte com profissionais que incentivem à leitura. Além de, criar projetos, como clubes de leitura, que conseguem atingir um público maior em penitenciárias superlotadas. A concretização de um bom método resultará em um maior número de detentos devidamente ressocializados.