A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 17/06/2023

No ano de 1992, ocorreu uma intervenção militar no estado de SP no Brasil, para conter uma rebelião em uma casa de detenção, o que resultou na morte de diversos detidos. Nesse sentido, tal panorama começou a despertar a atenção da sociedade sobre os presídios em geral, já que o massacre foi mundialmente conhecido. Em contrapartida, nota-se que essa realidade impôs novos desafios para às sociedades contemporâneas, como a possibilidade de reeducação. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: a falta de estrutura e a carência de investimento do poder público nas penitenciárias.

Os modelos penitenciários atuais estão cada vez mais empobrecidos. Além disso, problemas como: a superlotação das celas, o domínio do sistema por facções criminosas, a proliferação de epidemias e o consumo de drogas nas unidades, dificulta a reeducação e a imersão de presidiários a estudar novos métodos de socialização através da literatura. Por isso, as estruturas estão se deteriorando, o sistema de ressocialização sofre danos significativos, não tendo seu funcionamento certo. Todavia, Segundo o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário (GMF), a ocupação auxilia o reeducando a não cometer novos crimes. O grupo aponta que de cada 100 ex-detentos que conseguem um emprego, somente dois voltam para a prisão.

Ademais, existe uma fixa carência de verbas investidas nos sistemas carcereiros. Entretanto, apesar dos grupos de fiscalizações “GMF” estarem fazendo os seus trabalhos, o (portal de notícias da rede globo), mostra que apenas alguns presídios do Brasil aderiram a esses métodos de ressocialização através da literatura. Por isso, Paulo Freire, “Patrono da Educação Brasileira”, dizia que: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

Diante do exposto, é notável que se precisa de uma resolução para o quadro de problemas. Logo, o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Segurança, precisam acrescentar investimentos como: livros, bibliotecas e práticas educacionais; implementando espaços destinados para essa finalidade sócio-educativa. Dessa forma obtém-se uma garantia de que o individuo tenha uma reeducação e ser novamente incluso na sociedade seguramente.