A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 07/10/2023

No filme americano “A menina que roubava livros”, como o próprio título sugere Liesel, a personagem principal, pegava, sem permissão,livros da biblioteca do seu vizinho rico, pois através deles ela conseguia aprender mais e imaginar cenários diferentes dos que ela vivia na Segunda Guerra Mundial.De maneira análoga,na atualidade, essas funções da leitura são eficientes na ressocialização e no vislumbre de um futuro melhor,principalmente, de detentos, já que a maioria possui baixa escolaridade e vivem em situações dificéis, desesperançosas. Desse modo, deve-se ampliar o acesso a leitura nestes lugares a fim de lhes dar um horizonte melhor.

Em primeiro plano, o sistema prisional brasileiro hodierno não prepara o indivíduo para ser ressocializado, pois os presos muitas vezes são violentados pelos policiais, vivem em lugares insalubres e superlotados. Tal situação ainda segue o modelo que o filosófo francês Michel Foulcault condenava em seu livro “Vigiar e punir”. Esse sistema coercitivo pretende por meio da violência e do exercício do poder reeducar o cidadão para retornar a sociedade. Entretanto, ocorre o contrário,na maioria dos casos os detentos reincidem no crime. Pensava-se nesse sistema como uma solução para os altos índices de assaltos e mortes, contudo a insegurança ainda continua.Como diria Foulcault, considerava-se a prisão o remédio da sociedade,todavia ela se tornou seu próprio veneno e o Brasil continua insistindo nesse modelo.

Por conseguinte, é necessário pensar em outros meios para a transformação e a ressocialização progressiva dos presos.Dessa forma, a educação é o meio mais acertivo para isso. A leitura e o aprendizado formam cidadãos-os detentos também o são, com direitos garantidos por lei- mais conscientes dos seus deveres na sociedade. Além disso, pode-se observar que historicamente a sociedade tem se desenvolvido por meio da formação educacional dos seus moradores: tecnologias, projetos e invenções para a melhoria da qualidade de vida são fruto desses ensinos. A literatura ,sejam de livros didáticos ou não, farão com que as pessoas privadas de liberdade consigam entrar em faculdades e no mercado de trabalho, promovendo assim, a sua ressocialização e um futuro longe do crime.